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Pedro Eugênio desmente Eduardo Campos e o compara aos neoliberais tucanos

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O deputado Pedro Eugênio (PT-PE) rebateu nesta sexta-feira (28) as acusações do governador de Pernambuco, Eduardo Campos (PSB), de que o valor da Petrobrás construído “ao longo de 50 anos” teria caído à metade de 2010 para cá. O parlamentar petista observou que o presidenciável do PSB está redondamente enganado. “Ele sabe que o que caiu pela metade foi o valor das ações da Petrobrás. A empresa em si está mais forte que nunca. Fazendo investimentos pesados para poder explorar o pré-sal”, disse.

“ Quando (Eduardo Campos) diz que Dilma “reduziu a Petrobrás à metade” diz algo que não é verdade. E defende que a Petrobrás atue como uma empresa privada, idéia tucana por excelência (deve ter aprendido isso com Aécio Neves) “, provocou o petista.

Para Pedro Eugênio, os ataques do governador de Pernambuco ferem os interesses nacionais e os dos trabalhadores, ao atacar a estatal. “ Na prática, Eduardo é: contra a fabricação no Brasil de navios e plataformas para a Petrobras; contra a criação dos novos estaleiros; contra a Petrobras tomar empréstimos para investir em sua capacidade de explorar o pré-sal; a favor do aumento violento dos preços dos combustíveis igualando-os automaticamente aos preços internacionais.”

Conforme dados da própria estatal, o valor de mercado da empresa em 2002, último anos dos dois mandatos do tucano Fernando Henrique Cardoso, era de 15,4 bilhões de dólares. O valor de mercado atual da companhia é cerca de 93 bilhões de dólares , seis vezes mais que à época de FHC, graças à política de fortalecimento da empresa empreendida pelos governos Lula e Dilma.

Pedro Eugênio frisou que a Petrobras tem realizado vultosos investimentos para explorar o pré-sal. “Pra isso, contraiu dívidas, tem lucros reduzidos, o que não agrada o mercado financeiro, que prefere ter lucros imediatos”, comentou em sua página no Facebook.
“O mercado gostaria também que a Petrobras tivesse comprado plataformas e navios no exterior mais baratos do que os feitos agora no Brasil. A empresa teria maiores lucros mas não teríamos os novos estaleiros em Pernambuco e Brasil afora gerando milhares de empregos”, acrescentou Pedro Eugênio.

Em 2002, os estaleiros no Brasil estavam praticamente fechados, com apenas 2 mil empregos; hoje, são 80 mil empregos diretos, graças à política da Petrobras (e do PT) de privilegiar compras às indústrias nacionais.

Pedro Eugênio cutucou Eduardo Campos, o presidenciável tucano Aécio Neves e os operadores do mercado financeiro que, junto com “analistas” da mídia, atacam a Petrobras.

Ele observou que a estatal petrolífera “ poderia ajustar sempre o preço do combustível no Brasil ao preço internacional, aumentando os lucros da empresa (e os dividendos dos acionistas) mas aumentando a inflação e aumentando o custo Brasil.” Para ele, o mercado financeiro agradeceria se todas as medidas preconizadas pelo PSB e PSDB fosse adotadas pela Petrobras, mesmo que isso contrariasse toda a política exitosa que tem sido adotada de 2003 até agora.

 

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