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Petistas destacam fundamentos econômicos do Brasil e refutam ataque especulativo

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Fotos: Gustavo Bezerra
 
Os deputados Vicentinho (PT-SP), líder do PT na Câmara, Ricardo Berzoini (PT-SP) e Newton Lima (PT-SP) foram unânimes em avaliar positivamente a economia brasileira e rechaçar a avaliação negativa da agência Standard&Poor´s (S&P). Para eles, a economia está “robusta”, com controle cambial e fiscal, o que não justifica a avaliação negativa por parte agência. 
 
Para os deputados, o desempenho da economia brasileira, mesmo no momento de crise que dominou o mercado internacional em 2008, já apresentava solidez nos seus fundamentos econômicos. Os petistas refutam a avaliação e acrescentam que ela vem de “uma agência sem credibilidade e que desconhece a realidade brasileira”.
 
A Standard & Poor’s reclassificou na segunda-feira (24), a nota da dívida brasileira de BBB para BBB- em grau de investimento, com perspectiva estável. Segundo a S&P o rebaixamento se deu porque  houve combinação de deterioração fiscal, com  perspectiva fraca na execução fiscal diante de um baixo crescimento nos próximos anos”.
 
Para o líder do PT, a decisão da agência é inconsistente e está distante do quadro positivo da nossa economia. “Todos os indicadores econômicos do Brasil, além de refletirem a estabilidade de uma política econômica de desenvolvimento e de distribuição de renda, mostram que o Brasil conseguiu enfrentar as crises internacionais e os problemas nacionais”, enfatizou.
 
De acordo com líder petista, o Produto Interno Bruto (PIB) – que é a soma de todas as riquezas produzidas no País, cresceu 2,3% em 2013, em comparação ao ano de 2012. Vicentinho lembrou ainda que o PIB brasileiro, por exemplo, só perdeu no desempenho para a China, que cresceu 7%. O PIB Brasileiro que atingiu o patamar de 2,3% ficou acima do PIB  da Alemanha 0,4%; do Reino Unido e Estados Unidos 1,9% cada e, do Japão que ficou em 1,6%. 
 
O deputado Ricardo Berzoini avaliou que no Brasil não existe problemas de ordem fiscal ou cambial. Para ele, além de honrar todos os compromissos, a situação de risco do Brasil é baixa em relação a outros países. Berzoini afirmou que a posição da agência “é, no mínimo, uma postura interessada em provocar um movimento negativo no mercado. Essa agência já demonstrou que não tem compromisso com a realidade”, afirmou. 
 
Ricardo Berzoini lembrou que em 2008 a agência Standard&Poor´s avaliou o banco de investimento Lehman Brother’s com nota AAA e o banco quebrou.
 
“Esse exemplo mostra a falta de credibilidade dessa agência. O que não nos permite dar crédito a uma agência com esse perfil”, observou. 
 
Mercado –  O deputado Newton Lima informou que o mercado “reagiu bem”  à decisão da Standards &Poor’s.  De acordo com ele, a Bovespa abriu em alta, o dólar e os juros futuros apresentaram queda. 
 
O petista também colocou em xeque a isenção da agência. “Não tenho ilusões de que essas agências de risco sejam realmente isentas ou livres de erros. Acho que elas têm sido muito mais “pessimistas” com o Brasil do que com outros países e instituições, como ficou visível na crise de 2008”, observou Newton Lima.
 
Em entrevista ao jornal O Estado de S. Paulo, o economista Luiz Gonzaga Belluzzo, ex-secretário de Política Econômica do Ministério da Fazenda, questionou a decisão da Standard & Poor’s e a classificou de “estelionatária”. “O que vem a ser isso, essa decisão das agências? Que significado isso tem? Isso é coisa de estelionatários. Eles, na verdade, participaram de um estelionato na crise de 2008”, 
 
Processo – A Agência Standard & Poor’s está sendo processada pelo Departamento de Justiça dos Estados Unidos porque é considerada a principal responsável pela fraude na crise do subprime que ocorreu em 2008. Segundo o governo norte-americano, a agência de risco não levou em consideração fragilidades dos investimentos em produtos financeiros hipotecários no período que antecedeu a crise econômica de 2008.
 
A indenização que foi estipulada em cerca de 737 milhões de euros se arrasta há mais de três anos nos tribunais americanos.
 
Benildes Rodrigues 
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