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Bancada do PT reafirma compromisso com a luta pela reforma agrária no País

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Foto: Salu Parente/PT na Câmara

Dezenas de dirigentes e militantes do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), e de outras organizações de movimentos sociais, juntamente com parlamentares do PT e de outros partidos de esquerda, debateram nesta quarta-feira (5) na Câmara os avanços e os desafios ligados à reforma agrária no País. Coordenado pelos deputados Valmir Assunção (BA) e Marcon (RS), o ato comemorou os 30 anos do MST e serviu como base de lançamento do VI Congresso Nacional do movimento que acontece de 10 a 14 de fevereiro.

Presente ao ato, o líder do PT na Câmara, deputado Vicentinho (SP), afirmou que o movimento de luta pela terra tem o apoio irrestrito da bancada petista. “Infelizmente não somos maioria nessa Casa e sabemos que as causas populares encontram resistência até mesmo dentro da base do governo. Mas podem (o MST) contar com o apoio do PT. Nossos parlamentares estão comprometidos com a luta pela reforma agrária no País”, afirmou Vicentinho.

Ainda de acordo com o líder, o país poderia ter avançado ainda mais na reforma agrária se o parlamento refletisse com fidelidade a representação da sociedade. “Este parlamento é um espaço burguês, e estamos aqui de teimosos, porque se dependesse deles (a elite) estaríamos fora”, observou Vicentinho.

Historicamente ligados à luta do MST, vários deputados do PT  ressaltaram as conquistas, mas também listaram os desafios ligados à democratização do acesso a terra no País. O deputado Valmir Assunção, por exemplo, destacou que nos 30 anos de história do MST foram assentadas 350 mil famílias em 900 assentamentos. “Mesmo assim, infelizmente, a concentração de terra aumentou. E órgãos como o INCRA perderam poder”, lamentou.

Já o deputado Marcon lembrou que durante os 30 anos de luta do MST muitos militantes foram “vítimas de perseguição e morte”. Ele disse que ao entrar no movimento, em 1989, “achava que a luta acabava quando se ganhava a terra”. “Mas aprendi que não é só isso. A luta também é por saúde, educação, qualidade de vida, e para que outros também possam conseguir um pedaço de terra para viver”, esclareceu.

A nova coordenadora do Núcleo Agrário do PT, deputada Luci Choinacki (SC), também relembrou o início de sua luta no movimento. Luci relembrou que foi ela quem leu o documento final com as resoluções tomadas no I Congresso Nacional do MST. “Nunca poderia imaginar que um dia estaria no parlamento representando o movimento”, destacou.

Ainda de acordo a parlamentar, a luta pelo direito a terra no Brasil nos últimos 30 anos “mudou muito, mas não tudo”. “Melhorou para as mulheres e crianças assentadas, e hoje existe comida em abundância. Mas quem é contra (a reforma agraria) ainda batalha contra a nossa luta”, explicou.

MST– Já os líderes que representaram o MST no ato, Alexandre Conceição e Cristina Vargas, além de exaltarem os 30 anos de história do movimento, também ressaltaram a importância do VI Congresso Nacional do MST, que será realizado em Brasília. “Vamos debater no Congresso o modelo da agricultura no Brasil, muito baseado hoje no agronegócio e que conta com o apoio da mídia, dos bancos, do judiciário, e que se sobrepõe até mesma à força do poder Executivo”, apontou.

A dirigente Cristina Vargas disse ainda que, além desse debate, “o VI Congresso também vai tratar da participação das mulheres e das crianças na luta pela terra, além de debater estratégias de luta com outros movimentos sociais”.

Estiveram presentes ao Ato, a senadora Ana Rita (PT-ES), e os deputados petistas Afonso Florence (BA), Alessandro Molon (RJ), Assis do Couto (PR), Dr. Rosinha (PR), Fátima Bezerra (RN), Fernando Ferro (PE), Henrique Fontana (RS), Janete Pietá (SP), Josias Gomes (BA), Margarida Salomão (MG), Nilmário Miranda (MG), Padre João (MG), Padre Ton (RO), Paulão (AL), Renato Simões (SP), Ságuas Moraes (MT) e Sibá Machado (AC).   

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Heber Carvalho

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