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Mais Médicos: Petistas lamentam preconceito e ideologização

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O líder da bancada do PT, deputado José Guimarães (PT-CE) ao se pronunciar na comissão geral da Câmara que debateu o Programa Mais Médico, nesta quarta-feira (4) lamentou a “carga” de preconceito e de ideologização de alguns que se posicionam contrariamente ao programa.

“Não dá para discutir essa matéria com tamanho preconceito. Eu ouvi discursos aqui que nem se referiram ao conteúdo do Programa Mais Médicos. É só enfrentamento ideológico contra o Governo”, lamentou Guimarães.

Ao fazer esse apelo, o líder petista se referiu aos discursos proferidos pelo líder do DEM, deputado Ronaldo Caiado (GO) e do presidente do Sindicato dos Médicos do Rio Grande do Sul, (Simers), Paulo de Argollo Mendes. Ambos se opõem ao programa, principalmente à contratação de médicos estrangeiros.

Guimarães lembrou que o presidente do Simers se opõe à contratação de médicos estrangeiros para atuar no Brasil, mas tem dois filhos que cursaram medicina em Cuba. “Será que esses dois médicos formados em Cuba não têm preparo para atender a população brasileira? Será que foi só o Exame do Revalida que fez com que esses médicos tivessem capacidade e condições para atender à população do Rio Grande do Sul? Por que essa carga de preconceito?”, questionou o líder.

De acordo com o petista, apesar dos opositores, a iniciativa da presidenta Dilma Rousseff vai revolucionar o setor de saúde do país. “O Programa Mais Médicos é uma verdadeira revolução porque vai levar médicos para atender as regiões periféricas e as cidades do interior do país”, finalizou.

O deputado Rogério Carvalho (PT-SE), relator da medida provisória (MP 621/13) que cria o Mais Médicos, lamentou o fato de o debate focar apenas a questão do provimento de médicos em áreas onde esses profissionais não se fazem presente.

“Estamos aqui com preconceito, com racismo, com descompromisso com a sociedade brasileira, quando não topamos debater se é essencial ou não levar médicos para comunidades que não têm tido acesso aos serviços de saúde porque sequer se consegue fixar nelas um médico”, observou.

De acordo com Rogério Carvalho, o “governo está propondo um caminho emergencial, legítimo, porque leva médicos para essas comunidades”. Para ele, o governo “ousou” e agiu com “determinação” e “coragem” ao pautar esse tema no Congresso Nacional e na sociedade brasileira.

Benildes Rodrigues

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