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Petrobras é instrumento de desenvolvimento do Brasil, afirma Luiz Alberto

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Mobilizador de deputados e da sociedade civil organizada em apoio à Petrobras, o deputado Luiz Alberto (PT-BA) falou ao jornal PT na Câmara sobre a criação da Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras: O Pré-Sal é Nosso. A nossa mobilização é por uma empresa que não tem apenas objetivos financeiros. Que não quer somente a autossuficiência no mercado de petróleo. É em defesa de uma companhia que tem grandes projetos sociais, que é indutora do desenvolvimento nacional”.

“No governo FHC, a Petrobras era conhecida apenas como uma bandeira em posto de gasolina. Depois do governo Lula, e com Dilma, a empresa está em todos os municípios brasileiros também em ações sociais e de desenvolvimento”, enfatizou.

Por Vânia Rodrigues

Qual é o objetivo dessa Frente Parlamentar em Defesa da Petrobras?

A Petrobras nasceu da mobilização do povo brasileiro, da necessidade de defender o nosso petróleo. A empresa é fruto da campanha nacionalista ‘O petróleo é nosso’, que derrotou a turma do entreguismo, a turma que queria entregar as nossas reservas para o capital estrangeiro. A elite, que sempre teve uma visão subalterna ao capitalismo internacional, não queria o monopólio do petróleo, mas felizmente foi derrotada. Na década de 80, o movimento neoliberal pregou o desmonte do Estado brasileiro. Esse neoliberalismo ganhou força no governo Fernando Henrique Cardoso (1995 a 2002), e a tentativa de desmonte da Petrobras voltou com força total. O governo FHC chegou a fatiar a estatal e a propor a mudança do seu nome para Petrobrax. Tudo na tentativa de privatizar o nosso petróleo. Mais uma vez, eles foram derrotados. O problema é que até hoje essa elite e parte da grande mídia não entendem e não aceitam esse papel da Petrobras, de ser um instrumento importante de desenvolvimento econômico e de políticas sociais. Então, a frente tem esse objetivo: impedir que essa elite, que a oposição, enfraqueça a empresa para que ela possa ser entregue ao capital estrangeiro.

Como será a atuação da frente parlamentar?

Já contamos com o apoio de 230 parlamentares que entendem a importância da Petrobras e estão dispostos a defendê-la. Essa também será uma frente com uma constituição diferenciada. Ela não será composta só de parlamentares. Vamos contar com a atuação de setores do movimento social, como a UNE, a CUT e a Federação Única dos Petroleiros. Todos esses atores entendem que hoje o Brasil vive um novo momento, em que é preciso defender a Petrobras como um grande instrumento de desenvolvimento econômico do Brasil. A empresa é também responsável por políticas sociais importantes, desenvolvendo projetos fundamentais de apoio à alfabetização, à cultura, de combate aos efeitos da seca, entre tantos outros.

E por que a oposição insiste em falar que a Petrobras vive uma crise? Por que as tentativas em desestabilizar a estatal?

A oposição questiona o inquestionável. Ela tenta inventar uma crise para uma empresa que está presente em 25 países. Que atua de forma integrada nas atividades de exploração e produção, refino, comercialização, transporte e petroquímica, distribuição de derivados, gás natural, biocombustíveis e energia elétrica. Uma estatal que tem demostrado claramente a sua capacidade de atrair investimentos, tanto nacional como internacional, para desenvolver pesquisa, encontrar novos poços, desenvolver novas tecnologias e apoiar projetos sociais. A oposição está desesperada, a Petrobras que já era forte, um símbolo nacional, cresceu ainda mais com o pré-sal.

E qual a diferença na gestão da Petrobras nos governos FHC e Lula/Dilma?

A grande diferença do nosso governo para o de FHC foi o investimento em políticas de desenvolvimento tecnológico, o que facilitou a exploração e a produção de petróleo. O governo Lula recuperou a nossa indústria, investiu em construção de novas refinarias e priorizou os estudos em busca de novas descobertas. Outra diferença fundamental foi a visão estratégica de não ser um mero País exportar de petróleo, mas trabalhar para ser autossuficiente também na produção de derivados. A gestão de Sérgio Gabrielle – nos oito anos de governo Lula – recuperou e preparou a Petrobras para este salto. A empresa ficou pronta para, já na gestão Graça Foster, no governo Dilma, conquistar novos horizontes. Vale reforçar que o objetivo do governo FHC para a Petrobras era apenas financeiro. Fatiá-la para entregá-la ao capital estrangeiro. No governo FHC, a Petrobras era conhecida apenas como uma bandeira em posto de gasolina. Hoje a empresa está em todos os municípios também em ações sociais e de desenvolvimento.

Na sua avaliação, por que a oposição insiste em criar uma crise para a Petrobras?

Desde sempre, parte da elite e a oposição querem entregar a Petrobras para o capital estrangeiro, em especial para as petroleiras internacionais. Por isso, são recorrentes as tentativas de fragilizar, de desestabilizar a estatal. Mas mesmo com todos esses ataques a Petrobras se mantém firme. A estatal vale hoje entre 7 e 8 vezes mais do que em 2002 – fim do governo FHC. O valor da empresa saltou de US$ 15,5 bilhões para US$ 126 bilhões; o lucro foi de R$ 8,1 bilhões para R$ 21,2 bilhões; os investimentos saltaram de R$ 18,9 bilhões para R$ 84,1 bilhões, um vultoso crescimento de 446%. O volume de vendas de derivados no Brasil subiu de 1.609 mil barris por dia de produção de petróleo, em 2002, para 2.285 mil barris dia, em 2012. O número de empregados da empresa subiu de 46,6 mil para 84,7 mil.

Então não existe problema financeiro?

A Petrobras não enfrenta nenhum problema de caixa, prova disso foi a última capitalização realizada neste mês de maio. Em um único dia foram captados US 11 bilhões no mercado internacional. Nenhum investidor, nenhuma empresa ia fazer isso se não tivesse confiança no potencial da Petrobras, ou se a estatal de fato estivesse em crise.

A descoberta do pré-sal atraiu ainda mais o interesse das petroleiras internacionais?

Com certeza. A exploração de petróleo no pré-sal, descoberto em 2005 e com primeiros resultados positivos em 2007, tem superado as expectativas e já responde por 15% da produção da empresa. É bom destacar que o governo Lula investiu em tecnologia para perfurar nessa nova fronteira exploratória e produzir com eficiência. No começo, eram necessários 400 dias para perfurar, hoje se faz com 90 dias. E o governo Lula entendeu o potencial do pré-sal para o desenvolvimento social do País e, sabiamente, suspendeu as licitações até que fosse aprovado um novo marco regulatório. Uma nova forma de repartição desta riqueza, que é finita. Foi criado também o Fundo Social para que se tenha uma reserva financeira para quando a exploração do pré-sal acabar. Os recursos do Fundo serão utilizados em políticas estruturantes, com ações em educação, em desenvolvimento cientifico e em prol da defesa nacional.

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