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“Não há hipótese de retrocesso na América Latina”, diz Lula no Uruguai

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O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Uruguai, José Pepe Mujica e presidente da Confederação Sindical das Américas (CSA), participaram na noite de quinta-feira (4), no prédio do Mercosul em Montevidéu, de um debate sobre os avanços e novos desafios dos governos progressistas e do movimento sindical latino-americano.

No evento, promovido pela Fundação Friedrich Ebert durante o Congresso da CSA, Lula declarou que os governos progressistas apenas começaram, na última década, a corrigir os erros feitos durante 500 anos na região “e não há hipótese de retrocesso” afirmou o ex-presidente confiando que a população que conquistou ascensões sociais irá demandar novos avanços. Lula defendeu a importância de se seguir elegendo governantes progressistas, comprometidos com os trabalhadores e os setores mais pobres da população para o continente seguir avançando.

Na plateia do evento, sindicalistas de 17 países, a secretaria-executiva da Comissão Econômica para América Latina e Caribe (Cepal), Alicia Barcena, especialistas e políticos da região.

No debate, Lula mencionou as atividades do Instituto Lula para o desenvolvimento de uma doutrina que estimule avanços no processo de integração latino-americana, com reuniões em São Paulo com movimentos sociais e intelectuais da região. Mujica reforçou a necessidade do Mercosul e América Latina avançarem na integração além das trocas comerciais. “A integração é mercado e muito mais. E tem que ser construída. O mercado não vai integrar nada.”

Bacellar apontou a importância das políticas brasileiras de transferência de renda, desenvolvimento regional e valorização do salário mínimo para a redução de pobreza no país e no continente. Ela lembrou que na última década, segundo a Cepal, 57 milhões de pessoas saíram da pobreza na América Latina, sendo 40 milhões delas no Brasil.

Lula apontou em um cálculo feito rapidamente, que os 9,5 trilhões de dólares gastos pela Europa e os Estados Unidos com a crise financeira, e os 1,7 trilhão de dólares gastos nos 10 anos da Guerra do Iraque seriam suficientes para sustentar um programa similar ao Bolsa Família para todos os pobres do mundo por 150 anos.  Mas que em uma visão torta, muitos governos e economistas seguem vendo os recursos investidos para tirar as pessoas da pobreza como gastos e não como investimento que estimula o crescimento. “O que foi feito no Brasil pode ser feito em outros países”, disse o ex-presidente ao lembrar que em 2003, quando lançou o Fome Zero, não existiam folgas orçamentárias para criar o programa, nascido do compromisso de combater a pobreza e distribuir renda.

Assessoria Parlamentar

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