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Indústria naval deve gerar 300 mil empregos até 2014

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navioA verdadeira revolução vivida pelo Brasil na indústria naval está multiplicando empregos em terra firme. O país, que já foi o terceiro maior construtor de navios na década de 1970, viu o setor praticamente falir nas duas décadas seguintes.

Hoje, os estaleiros comemoram a retomada do crescimento. O sucesso é puxado principalmente pelo setor petrolífero, impulsionado pelas descobertas no pré-sal, e também pela decisão do governo de impulsionar o transporte marítimo e fluvial, que há muito estava esquecido, substituído pelo transporte rodoviário.

Nos últimos dez anos, os empregos diretos gerados na área pularam de 1,9 mil em 2000 para 46,5 mil em 2009. Em 2014, ano da Copa do Mundo no Brasil, os postos de trabalho diretos devem chegar a 60 mil e os indiretos a 240 mil. Os dados são do relatório Cenário 2010 – 1º Trimestre, do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval e Offshore (Sinaval).

A recuperação da indústria naval, na avaliação do deputado Carlos Santana (PT-RJ), além de impactar diretamente na geração de empregos, traz ainda uma série de benefícios para a economia brasileira. “O governo Lula está investindo pesado em um cronograma de recuperação dos portos dos nossos mares e rios. Isso traz de volta o transporte marítimo no país, há muito abandonado. Este novo modelo resulta em ganhos diretos para o consumidor, porque o transporte marítimo barateia o preço final dos produtos. Para o governo, também haverá uma redução de gastos significativa com a manutenção de estradas e rodovias”, afirmou.

Meio ambiente – Carlos Santana destacou ainda os ganhos para o meio ambiente e a redução dos acidentes rodoviários. “O transporte marítimo é mais seguro e polui menos. Também teremos impacto importante na área da saúde. As más condições das pistas, o excesso de peso e a carga horária exaustiva dos motoristas causam acidentes graves nas estradas brasileiras. Precisamos encontrar alternativas para proteger a vida das pessoas e o transporte marítimo, assim como o ferroviário, que também é alvo de investimentos neste governo, são estratégicos”, afirmou.

O deputado Luiz Alberto (PT-BA) destacou a descentralização da indústria naval no país. De acordo com o petista, vários estados brasileiros, inclusive os da região Nordeste, estão recebendo estaleiros. “Isso é fundamental. Na Bahia, por exemplo, temos um estaleiro que gerou cerca de 10 mil empregos, diretos e indiretos. Outros estados, como Pernambuco, também estão neste mercado. Este é um momento muito importante para a indústria naval brasileira, que após anos de sucateamento, cresce de forma agressiva no governo Lula”, afirmou

A continuidade deste crescimento deverá recolocar o Brasil entre os países líderes na construção naval mundial, graças à decisão do governo de privilegiar os investimentos em estaleiros nacionais, segundo informou o ministro dos Portos, Pedro Britto. Ele previu que, em pouco tempo, o Brasil deverá disputar mercados com potências asiáticas que hoje dominam a construção naval, tanto de navios quanto de plataformas.

Edmilson Freitas com Agência Brasil

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