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“Era Lula” foi a melhor fase da economia brasileira em 30 anos, diz FGV

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Lula_10_12O período de junho de 2003 a julho de 2008 foi a fase de maior expansão para a economia brasileira das últimas três décadas, indica estudo divulgado nesta quinta-feira pelo Instituto Brasileiro de Economia (Ibre), da Fundação Getulio Vargas (FGV). Nesses cinco anos, a indústria se expandiu, as vendas do comércio registraram alta e a geração de emprego e renda cresceu.

A análise foi realizada pelo Comitê de Datação de Ciclos Econômicos, coordenado pelo ex-presidente do Banco Central Affonso Celso Pastore, e teve participação de mais seis economistas. Segundo o estudo, que considerou dados a partir de 1980, o bom desempenho da economia começou seis meses após a posse do presidente Lula e se prolongou por 61 meses.

O segundo melhor período foi entre fevereiro de 1987 e outubro de 1988, na gestão do ex-presidente José Sarney.

Na avaliação da deputada Iriny Lopes (PT-ES), a pesquisa confirma o desempenho do governo Lula, que vem transformando a realidade econômica e social brasileira desde de 2003. “O governo Lula investiu pesado no mercado interno de massa, na geração de empregos, no fortalecimento da economia, na distribuição de renda e no desenvolvimento social. O resultado não poderia ser diferente. Há perspectiva de um avanço ainda maior, por isso temos a importante missão de eleger a companheira Dilma Rousseff (pré-candidata do PT à Presidência da República), que é porta-voz deste progresso”, disse Iriny.

Inovação – Para o deputado André Vargas (PT-PR), o grande diferencial da política econômica do governo Lula é o volume recorde de investimentos no mercado interno. “Em alguns aspectos, a política econômica do governo Lula se assemelha à de outras nações. No entanto, o nosso diferencial está no fortalecimento do consumo interno. Nos últimos sete anos, o Brasil alcançou níveis históricos de valorização do salário mínimo, distribuição de renda e criação de empregos. É isso que esta dando fôlego ao Brasil”, disse. O desafio agora, segundo André Vargas, é dar continuidade à essa política de desenvolvimento elegendo a ministra Dilma Rousseff como sucessora do presidente Lula.

O menor período recessivo, de acordo com o levantamento, foi também no governo atual e durou seis meses: de junho de 2008 a janeiro de 2009, quando o país conviveu com os efeitos da crise financeira internacional.

O maior intervalo de baixo desempenho, classificado de recessivo, por se estender por meses seguidos, ocorreu entre junho de 1989 e dezembro de 1991, prolongando-se até janeiro de 1992, num total de 30 meses. Essa fase crítica começou em meio à campanha pela primeira eleição direta para a Presidência da República depois do regime militar (1964-1985).

De acordo com o estudo, nas três décadas analisadas, o Brasil passou por oito ciclos de negócios entre intervalos de fases boas e ruins. Os períodos recessivos duraram, em média, 15,8 meses e os de expansão, 28,7 meses.

Edmilson Freitas com agências

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