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Pedro Wilson quer convocar Curió para depor sobre Guerrilha do Araguaia

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O vice-presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara (CDHM), deputado Pedro Wilson (PT-GO), pretende convocar o ex-deputado Sebastião Curió Rodrigues de Moura (Major Curió), para depor em audiência pública sobre o massacre militar de camponeses durante a Guerrilha do Araguaia, em 1970.

 

Major Curió comandou o massacre contra civis e deve explicar sua participação no episódio que até hoje não tem respostas concretas quanto ao desaparecimento e morte de militantes e camponeses locais.

Curió deu entrevista ao jornal Estado de S. Paulo sobre o tema neste final de semana. Na matéria ele afirma que 41 guerrilheiros, e não 25, foram vítimas da repressão militar. E fora isso, ele teria documentos importantes sobre o episódio.

“Curió pode ser uma pista segura para avançar nas investigações deste episódio que envergonha a nação. É importante que um dos principais agentes fale sobre o que de fato aconteceu e espero que ele confirme e amplie as informações que temos, já que Curió tem documentos importantes, talvez até sigilosos sobre este massacre”, disse o deputado Pedro Wilson.

Guerrilha – A Guerrilha do Araguaia aconteceu nas proximidades do rio de mesmo nome, na divisa dos estados do Pará, Maranhão e Tocantins. A iniciativa foi do partido PC do B que visava derrubar a ditadura por meio de uma revolução.Versões afirmam que o Exército teria descoberto sobre a guerrilha, passando a perseguir os envolvidos e resultando em desaparecimentos, torturas e mortes não explicadas até hoje.

Testemunhas que afirmam que agentes do governo da época detém informações sigilosas que poderiam elucidar mais casos de mortes e desaparecimentos, serão ouvidas pela CDHM.“A luta é esclarecer não só o caso dos desaparecidos da região, como de todo o Brasil. Tanto as Forças Armadas quanto outros envolvidos na ditadura militar, falam que não existem mais arquivos, quando é óbvio que existem. Estes são os mais importantes” declarou Pedro Wilson. Na audiência, serão abertos arquivos importantes da ditadura militar, autorizados pela Secretaria Especial de Direitos Humanos e do Ministério da Justiça.

Segundo o deputado, mais dezesseis pessoas que não constavam como desaparecidas foram adicionadas à lista. Pedro Wilson – que também preside a Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos – diz que além das testemunhas, jornalistas e familiares serão chamados à comissão afim de que a situação seja esclarecida principalmente aos parentes, os maiores interessados do tema.

Equipe Informes e Assessoria Parlamentar

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