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Berzoini defende Petrobras e critica análises “tendenciosas” de balanço da empresa

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O presidente nacional do PT, deputado Ricardo Berzoini (SP), criticou nesta terça-feira (12) a forma tendenciosa com que parte da imprensa brasileira tratou o balanço divulgado pela Petrobras.

 A empresa teve lucro líquido de R$ 5,8 bilhões no primeiro trimestre de 2009.O balanço foi divulgado na segunda-feira (11). “ A desonestidade da cobertura começa com a comparação entre o primeiro trimestre do ano passado, com uma economia extremamente aquecida, e o deste ano, que coincide com o auge da crise que alcançou todos os países”, disse Berzoini. 

O resultado do primeiro trimestre deste ano foi 20% menor que no mesmo período de 2008 ( R$ 7,2 bilhões) e 6% menor ante o último trimestre do ano passado (R$ 6,189 bilhões). “Números assim mesmo muito superiores aos da época do governo FHC”, disse Berzoini. 

Berzoini observou que a própria empresa revelou que a retração de quase 30% no valor internacional do petróleo foi determinante para a queda, além de a crise global ter reduzido o consumo. Ainda com base em dados da empresa, Berzoini disse que o preço médio do barril do petróleo tipo Brent caiu 55%, passando de US$ 97 no 1º trimestre de 2008 para US$ 44 no 1º trimestre de 2009. Com isso, o resultado líquido foi 20% inferior. Apesar da queda do preço do petróleo, as margens (bruta, operacional e líquida) se mantiveram estáveis.

O presidente do PT disse que os investimentos da estatal alcançaram R$ 14, 3 bilhões, com aumento de 41% em relação ao 1º trimestre de 2008, e a produção de petróleo e gás no Brasil subiu 7% em comparação ao 1º trimestre de 2008. 

Berzoini frisou que antes de mais nada, é preciso observar o desempenho da Petrobras durante o governo Lula. Em dezembro de 2003, o valor de mercado da empresa era de R$ 89 bilhões, que passou para o valor recorde de R$ 473 bilhões em maio do ano passado, quando a economia mundial vivia um momento de bonança. “Com a crise iniciada nos Estados Unidos e que se espalhou para o mundo, em novembro passado o valor caiu para R$ 195 bilhões, mas apesar de não ter havido uma solução para a crise global, a empresa reagiu e já alcançou um valor de mercado de R$ 285,1 bilhões”. Só no primeiro trimestre, o valor da empresa subiu 27,3%.

“Esse patrimônio conquistado pela Petrobras ainda está na mira do PSDB e de seus aliados: movidos ainda pela lógica neoliberal, pensam em voltar ao governo para promover uma nova rodada de privatizações, como fizeram na década de 90, no governo FHC, promovendo gordos lucros para bancos como o Opportunity”.

Para o presidente do PT, a análise distorcida do balanço coincide com ataques que vêm sendo feitos à Petrobras por parte da mídia e da oposição. “ Há uma tentativa desesperada de descredenciar a empresa para esconder o sucesso de sua gestão ao longo do governo Lula. Hoje, a Petrobras é incomparavelmente superior ao que era no governo demotucano de FHC, que queria sua privatização e até tentou mudar seu nome para Petrobrax, destruindo um símbolo da luta do povo brasileiro. Hoje a estatal é mais eficiente, competitiva, defende o interesse público e é capaz de assegurar a soberania energética no Brasil”. 

A reação da Petrobras é ainda mais notável quando se comparam as cotações do petróleo no mercado internacional. Em maio do ano passado, o barril era cotado a US$ 144 dólares, e agora, no primeiro trimestre deste ano, alcançou a média de US$ 44 dólares. “No primeiro trimestre de 2008, a cotação média foi de US$ 97, coincidindo com o lucro 20% maior em relação ao mesmo período deste 2009”, disse Berzoini. Como disse o presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, o saldo final foi satisfatório. “Nossos bons resultados, mesmo em um ambiente econômico adverso, comprovam a robustez de nosso portfólio e da nossa gestão”, afirmou.

O presidente do PT recordou que o lucro líquido da Petrobras em 2002, último ano do duplo mandato de FHC, foi de R$ 8,098 bilhões. O lucro aumentou sucessivamente, com pequenas oscilações em 2004 e em 2007, até alcançar, no ano passado, R$ 33,9 bilhões, ou seja, 319% a mais em relação a 2002. “Graças a esse desempenho, a Petrobras passou do vigésimo para o quarto lugar entre as empresas mais respeitadas do mundo, de acordo com pesquisa recém-divulgada pelo Reputation Institute, de Nova York,” disse Berzoini. A pesquisa foi realizada de janeiro a março de 2009, em 32 países. 

A Companhia integra o seleto grupo de 17 empresas mundiais com reputação excelente, classificação mais alta da pesquisa. Com a quarta posição, a Petrobras superou empresas como Fedex, Google, Microsoft, 3M, Honda, Philips, General Electric e Walt Disney Co. A Petrobras conquistou também a melhor posição entre as empresas de energia.

O mesmo ranking internacional revela que, entre as brasileiras, a Petrobras aparece em primeiro lugar, à frente da Sadia (5º), Votorantim (20º) e Vale (28º). O resultado da pesquisa indica a presença de um maior número de empresas dos países emergentes – dentre os quais o Brasil, a Rússia, a China e a Índia são os representantes mais emblemáticos – no grupo acima da média mundial de reputação. 

Berzoini ainda lembrou que o próprio presidente da empresa, José Sérgio Gabrielli, recentemente foi eleito entre os principais do mundo na área de energia. 

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