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Zarattini pedirá explicações sobre "carona" em voos da FAB para evento de Dória

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Nota - Liderança do PT na Câmara dos Deputados
 
A Liderança do Partido dos Trabalhadores (PT), na Câmara dos Deputados, apresentará um requerimento de informações à Força Aérea Brasileira para que a FAB esclareça a viagem que realizou no dia 20 de abril a Foz do Iguaçu, levando autoridades para um evento privado.
 
As informações publicadas pela imprensa são claras: “Dois aviões da FAB sairão hoje [20 de abril] de Brasília levando autoridades dos Três Poderes para o evento anual do Grupo Lide, de João Doria, em Foz do Iguaçu. Os dois jatos vão cheios de políticos pegando carona.” (Coluna de Lauro Jardim, O Globo, 20/4).
 
O líder do PT na Câmara, deputado Carlos Zarattini (SP), solicitará que a FAB informe quem foram os passageiros e quanto custou o voo de Brasília a Foz do Iguaçu, no Paraná. O líder ainda quer ter acesso à programação do evento privado do grupo empresarial Lide.
 
Nada justifica que autoridades públicas se utilizem de aviões da FAB, pagos com recursos públicos, para se deslocarem a qualquer tipo de evento privado. 
 
Todas as informações deverão ser solicitadas já no início da próxima semana. 
 
Brasília, 21 de abril de 2017.
 
Carlos Zarattini (SP)
Deputado federal e líder do PT na Câmara
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Câmara “apunhala trabalhador” ao aprovar urgência da Reforma Trabalhista, diz Erika

erikakokay

A deputada Erika Kokay (PT-DF) classificou como “total desrespeito” com a trabalhadora e o trabalhador brasileiro a aprovação nesta semana, pelo plenário, da urgência para a apreciação da chamada reforma trabalhista do governo ilegítimo de Temer. “Este Parlamento impediu que pudéssemos construir consensos na comissão especial, ou ainda que não se construísse consensos, fosse transparente e possibilitasse a população entender o que está acontecendo nesta Casa. A Câmara ficou de costas para a população e apunhalou os instrumentos de maior proteção do trabalhador e da trabalhadora deste País”, afirmou a petista.

Para a parlamentar do PT, a Câmara ao aprovar a urgência fez a opção de colaborar com o golpismo instalado no País. “Nós sabemos que o golpe não fica ensimesmado, ele vai esgaçando os tecidos que asseguram a democracia e o direito. Estamos vivendo, eu diria, o coração pulsante do golpe, que se iniciou e se expressou com a proposta de emenda à Constituição que limita os gastos das despesas primárias e que caminhou pela terceirização, caminhou pela Reforma Trabalhista e pela Reforma da Previdência”, disse.

Erika Kokay afirmou que nem a ditadura militar “ousou” descaracterizar a CLT. “E se fala em modernização? O que há de moderno em gestantes e lactantes poderem trabalhar em locais insalubres? O que há de moderno nisso? O que há de moderno em instaurar o ‘horismo’, ou seja, o trabalhador trabalhar por hora, ficar à disposição da empresa, mas apenas trabalhar a partir da necessidade da empresa, por 1 hora ou 2 horas, rasgando-se o salário mínimo, inclusive, porque ele só vai receber no dia, na hora em que ele trabalhar. O que existe de moderno nisso? Isso tira o repouso remunerado. O que existe de moderno em possibilitar que o trabalhador abra mão de metade do seu aviso prévio e de metade da multa por demissão sem justa causa, prevista neste País, ou de parte do FGTS? O que existe de moderno nisso? Isso cheira a senzala. Isso cheira a escravidão”, criticou.

“Num País em que temos um governo golpista que se nega a divulgar uma lista das empresas que exercem trabalho análogo à escravidão, em que ainda convivemos com a brutalidade e a literalidade da escravidão, rasgam-se direitos que representam o sonho e a luta de tantos brasileiros e brasileiras. Neste ano, acontece o aniversário de 100 anos da primeira greve geral deste País. No dia 28 de abril, seguramente, teremos uma greve que nos lembrará da história desse povo e nos lembrará de que nos colocaremos em movimento para assegurar tudo o que foi conquistado e que está sendo rasgado”, reiterou a deputada Erika Kokay.

Gizele Benitz
DIvulgação

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Em meio a acordo de delação, Léo Pinheiro se incrimina e sem provas acusa Lula de ser dono de tríplex

leo pinheiro

O ex-presidente do grupo OAS, José Adelmário Pinheiro Filho, conhecido como Léo Pinheiro, depôs nesta quinta-feira (21) ao juiz Sérgio Moro, no âmbito do processo que apura a propriedade de um apartamento tríplex no Guarujá e o armazenamento de bens do acervo presidencial de interesse público e pertencentes a Luiz Inácio Lula da Silva.

O conteúdo do depoimento, segundo a imprensa, é parte de uma negociação entre a defesa de Léo Pinheiro e o Ministério Público Federal no Paraná (órgão inquiridor que acusa Lula de ser o dono do apartamento), e foi antecipado por uma série de jornais e revistas, entre eles o jornal Valor Econômico, que ditou antecipadamente o que Léo Pinheiro falaria duas horas antes do depoimento.

O empresário encontra-se preso em Curitiba desde 2014. Ele já foi condenado, em outra ação, a 16 anos e quatro meses de reclusão por corrupção ativa, lavagem de dinheiro e organização criminosa. O jornal Folha de S. Paulo noticiou, em mais de uma ocasião, que seu acordo para redução de pena e leniência do grupo OAS só seria aceito se ele dissesse que o apartamento 164-A do Guarujá era de Lula, e que ele já havia tentado fechar um acordo de delação com os procuradores onde foi incapaz de apontar qualquer ato ilícito de Lula, e que, por causa disso, sempre segundo o jornal, os procuradores se desinteressaram pelo acordo e Pinheiro seguiu na cadeia.

Tal negociação frustrada teria ocorrido em junho de 2016. De lá para cá, o empresário trocou de advogados e seguiu, conforme já explicou o novo causídico a órgãos de imprensa, tentando fechar sua delação premiada e sair da prisão.

Nesta quinta, na audiência em Curitiba, tanto o juiz Moro quanto o Ministério Público e o advogado de defesa de Léo Pinheiro se recusaram a responder questões sobre a negociação da delação premiada e eventuais benefícios penais que possam estar em discussão entre Léo Pinheiro e o Ministério Público.

O juiz Sérgio Moro não viu problema que o réu esteja em negociação com a acusação para benefício judicial. Os advogados de Lula informaram que fizeram um novo pedido de investigação para esse ato na Procuradoria Geral da República. Léo Pinheiro disse ter sido indagado sobre esse tema apenas para o Ministério Público de São Paulo, quando ficou em silêncio.

Em seu depoimento, o empresário disse que o ex-tesoureiro do PT João Vaccari indicou seis empreendimentos da Bancoop (cooperativa habitacional pertencente ao Sindicato dos Bancários) para serem assumidos pela OAS, e que eles foram aceitos pela construtora por serem viáveis. Afirmou também que a empresa em princípio não queria fazer empreendimentos fora de grandes centros urbanos, mas que teria aceitado o do Guarujá após João Vaccari ter apontado que lá havia uma cota de uma unidade de propriedade da família do presidente Lula.

Léo disse que acertou com Paulo Okamotto (presidente do Instituto Lula) e João Vaccari Neto que o apartamento seria de Lula em 2009, e que tanto o valor do imóvel quanto o valor das reformas no tríplex teriam sido acertados em um "encontro de contas"  de R$ 15 milhões com João Vaccari Neto feito cinco anos depois, no restaurante Bassi, em meados de 2014, misturando o apartamento, obras no tríplex, obras no sítio em Atibaia, e débitos da Bancoop  com valores que a OAS devia ao PT dentro de uma "conta"  com o partido.

Tal conta – da qual o empresário não apresentou qualquer prova de sua existência –,  segundo Léo Pinheiro, não guarda nenhuma relação com contratos da Petrobras fechados pela OAS, conforme consta na denúncia dos procuradores da Lava Jato contra Lula, mas que teriam sido feitos em contrapartida a um investimento feito pelo Funcef, o Fundo de Previdência dos Funcionários da Caixa Econômica Federal na OAS Empreendimentos. Depois, disse ter relação com contratos da refinaria RNEST.

Pinheiro diz que a reforma teria custado acima de R$ 1 milhão e que conversou sobre essas atividades no imóvel unicamente com João Vaccari, não tendo nem perguntado, nem ouvido do ex-presidente Lula ou de seus familiares sobre pagamentos para o apartamento.

Segundo Léo Pinheiro, ele foi o único que tratou do assunto sobre o tríplex na empresa e do tal "acerto de contas". E não haveria transferência do imóvel para a família de Lula, que conversou sobre esse assunto com Paulo Okamotto e João Vaccari Neto, que não disseram como iriam resolver a questão da titularidade do imóvel até ele ser preso, em novembro de 2014.

Segundo Léo Pinheiro, Dona Marisa teria a intenção de passar as festas de fim de ano de 2014 no apartamento, e perguntou quando a obra ficaria pronta. Léo Pinheiro não sabe dizer se o apartamento ou chaves foram entregues para a família do ex-presidente.

Mas os advogados do ex-presidente apresentaram um documento financeiro chamado emissão de debênture, emitida em 2013, que coloca esse apartamento como garantia de financiamento da obra, assinada por Léo Pinheiro, algo só possível de ser feito com o apartamento sendo propriedade da OAS Empreendimentos.

O empresário, então, afirmou que não consultou o ex-presidente antes de emitir o papel. A defesa de Lula apontou também que o imóvel consta no processo de recuperação judicial da OAS como ativo da empresa, ou seja, continua sendo da OAS.

Acervo – Sobre o armazenamento do acervo presidencial, Léo Pinheiro relatou ter se encontrado com Paulo Okamotto, e que a empresa fechou um contrato com a Granero, e que isso não teve nenhuma relação com nenhum recurso de corrupção, nem nenhuma vantagem indevida, nem solicitada qualquer contrapartida. A empresa tinha interesse em manter relações próximas do ex-presidente por saber que ele teria uma atuação internacional.

Site Lula.com.br
Foto: Folha de São Paulo

 

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